Apoio na preparação para o parto e cesariana, recuperação abdominal e pélvica, tratamento de diástase e gestão de perdas pós-parto.
Cicatriz de cesariana
Pós-parto
Cicatriz de cesariana
A cesariana é uma cirurgia abdominal e, como qualquer cirurgia, deixa uma cicatriz na pele e nos tecidos mais profundos.
Na maioria das mulheres, a cicatriz cicatriza sem problemas. No entanto, em alguns casos pode tornar-se dolorosa, espessada ou aderente, o que pode provocar desconforto, sensação de repuxamento ou até alguma limitação nos movimentos.
Quando isso acontece, existem várias opções de tratamento conservador e médico que podem ajudar a melhorar a cicatriz.
A cicatriz de cesariana pode causar sintomas?
Em algumas mulheres, a cicatriz pode:
Estas alterações podem surgir semanas ou meses após o parto.
O que é uma cicatriz hipertrófica ou um queloide?
Algumas cicatrizes cicatrizam com produção excessiva de colagénio, tornando-se mais espessas e visíveis.
Existem dois tipos principais:
Cicatriz hipertrófica
Queloide
Qual a orientação e tratamento?
O tratamento depende das características da cicatriz e dos sintomas apresentados. As opções incluem medidas conservadoras, terapia tópicas ou tratamentos com infiltração de corticoide intralesional.
Quando existem cicatrizes hipertróficas ou queloides, o tratamento de primeira linha é frequentemente a infiltração intralesional com corticoide, que é injetado diretamente na cicatriz para reduzir a inflamação e a produção excessiva de colagénio.
Este tratamento é habitualmente realizado uma vez por mês, durante 3 a 6 meses, dependendo da evolução da cicatriz.
Se necessita de cuidados com a sua cicatriz, procure a nossa ajuda.
Diástase dos retos abdominais pós-parto
Gravidez
Diástase dos retos abdominais no pós-parto
A diástase dos músculos retos abdominais corresponde à separação dos músculos abdominais na linha média, uma alteração muito frequente durante a gravidez e no período após o parto.
A avaliação da diástase deve ser realizada habitualmente entre 6 e 8 semanas após o parto, idealmente com recurso à ecografia, que permite medir com maior precisão a distância entre os músculos retos abdominais.
Este intervalo é importante porque a separação dos músculos abdominais é muito frequente imediatamente após o parto, mas tende a regredir espontaneamente nas primeiras semanas. A avaliação nesta fase permite perceber se a recuperação está a ocorrer de forma adequada ou se poderá ser necessário algum tipo de intervenção.
Porque se deve avaliar a diástase dos retos abdominais?
A avaliação é importante para identificar diástase persistente, que pode estar associada a:
Outro motivo importante para a avaliação é porque, de forma geral, recomenda-se evitar abdominais clássicos (como o crunch) nas primeiras semanas pós-parto, pois podem aumentar a pressão intra-abdominal e agravar a separação dos músculos abdominais. Assim esta avaliação, permite também orientar o regresso seguro à atividade física após o parto.
Como pode ser feita a avaliação?
Na consulta de Fisiatria é possível realizar avaliação ecográfica da parede abdominal, que permite medir a distância entre os músculos retos abdominais (link para avaliação ecográfica).
Para além da medição da diástase, a ecografia permite também avaliar outros aspetos funcionais importantes, como a ativação do músculo transverso do abdómen, que tem um papel fundamental na estabilidade do core.
Qual a orientação após a avaliação?
Após a avaliação, são dadas orientações individualizadas relativamente à prática de exercício físico e às atividades do dia a dia.
Sempre que necessário, pode ser recomendado um programa de reabilitação, frequentemente integrado na reabilitação do pavimento pélvico, com o objetivo de melhorar a função da parede abdominal e promover uma recuperação segura após o parto.
Tratamento conservador para incontinência de esforço (ao rir/tossir), de urgência ou mista, abordando as suas causas comuns.
Incontinencia Urinaria
A incontinência urinária, a perda involuntária de urina, é uma condição de alta prevalência que compromete significativamente a qualidade de vida. Contudo, o desconhecimento ou a vergonha levam a que esta seja frequentemente não reportada. Enquanto médica fisiatra especializada na reabilitação do pavimento pélvico, o meu foco é garantir um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado para restaurar o seu bem-estar, refutando a ideia de que a condição é uma consequência inevitável do envelhecimento.
Tipos e Diagnóstico
Para um tratamento eficaz, é essencial distinguir os diferentes tipos de incontinência:
O processo diagnóstico é abrangente, começando com uma história clínica e exame físico detalhados, com especial atenção à avaliação neurológica e do pavimento pélvico. Ferramentas auxiliares incluem:
Opções de Tratamento: A Perspetiva da Fisiatria
O tratamento é sempre individualizado. A linha de primeira escolha, recomendada internacionalmente e de base não cirúrgica, assenta na reabilitação.
1. Reabilitação do Pavimento Pélvico e Modificações Comportamentais (Primeira Linha de Tratamento)
Esta é a abordagem central da Fisiatria, eficaz e de baixo risco:
2. Alterações no Estilo de Vida (Medidas Complementares)
Pequenos ajustes que maximizam os resultados:
3. Tratamento Farmacológico (Quando a Reabilitação Não é Suficiente)
4. Outras Opções Terapêuticas (Casos Específicos ou Refratários)
Em situações em que o tratamento conservador não atinge os resultados desejados, outras alternativas incluem:
Intervenção em situações como dispareunia (dor durante o ato sexual), vaginismo, dor pélvica crónica e hipertonia muscular.
Vulvodínia
A vulvodínia é definida como dor na região vulvar, sem causa identificável, com duração superior a três meses. Pode ser localizada ou generalizada, surgir de forma espontânea ou desencadeada pelo toque (por exemplo, durante a relação sexual, uso de tampões ou exame ginecológico) e está frequentemente associada a dispareunia e impacto significativo na qualidade de vida.
O diagnóstico é clínico e feito após exclusão de outras causas de dor vulvar, como infeções, doenças dermatológicas, alterações neurológicas ou patologia neoplásica.
Porque surge?
Porque é importante a avaliação por Fisiatria?
A avaliação por Fisiatria é fundamental para uma abordagem adequada, permitindo:
Tratamento
O tratamento deve ser individualizado, progressivo e multidisciplinar, com o objetivo de reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida.
Numa fase inicial, medidas simples podem trazer alívio significativo, como a adoção de cuidados adequados, com evicção de produtos irritantes e uso de roupa interior de algodão. Durante a atividade sexual, a utilização de lubrificantes adequados pode ajudar a reduzir o desconforto.
Em termos terapêuticos, podem ser prescritos tratamentos tópicos, bem como medicação oral, com o objetivo de modular a dor.
Em consulta, avalia-se a necessidade de realizar reabilitação do pavimento pélvico e são ensinadas estratégias de dessensibilização, como o uso de dilatadores vaginais.
Nos casos mais persistentes, podem ser consideradas outras opções, como infiltrações locais com anestésicos (link para infiltração corticoanestesicas) ou com toxina botulínica (link toxina bot).
Prevenção e tratamento conservador de cistocele, retocele, histerocele e outros tipos de prolapso uterino ou vaginal, incluindo a sensação de peso associada.
Acompanhamento das alterações hormonais, prevenção do enfraquecimento muscular e gestão dos sintomas urinários/intestinais associados a esta fase da vida.
Fisioterapia para homens com queixas pós-prostatectomia, incontinência masculina, dor pélvica ou disfunção sexual.
Dor lombar, cervicalgias, tendinites, lesões desportivas, pós-operatório ortopédico, técnicas infiltrativas (como PRPG ou corticoides). Foco em reabilitação funcional e alívio da dor.
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