
Apoio na preparação para o parto e cesariana, recuperação abdominal e pélvica, tratamento de diástase e gestão de perdas pós-parto.
Cicatriz de cesariana
Cicatriz de cesariana
A cesariana é uma cirurgia abdominal e, como qualquer cirurgia, deixa uma cicatriz na pele e nos tecidos mais profundos.
Na maioria das mulheres, a cicatriz cicatriza sem problemas. No entanto, em alguns casos pode tornar-se dolorosa, espessada ou aderente, o que pode provocar desconforto, sensação de repuxamento ou até alguma limitação nos movimentos.
Quando isso acontece, existem várias opções de tratamento conservador e médico que podem ajudar a melhorar a cicatriz.
A cicatriz de cesariana pode causar sintomas?
Em algumas mulheres, a cicatriz pode:
Estas alterações podem surgir semanas ou meses após o parto.
O que é uma cicatriz hipertrófica ou um queloide?
Algumas cicatrizes cicatrizam com produção excessiva de colagénio, tornando-se mais espessas e visíveis.
Existem dois tipos principais:
Cicatriz hipertrófica
Queloide
Qual a orientação e tratamento?
O tratamento depende das características da cicatriz e dos sintomas apresentados. As opções incluem medidas conservadoras, terapia tópicas ou tratamentos com infiltração de corticoide intralesional.
Quando existem cicatrizes hipertróficas ou queloides, o tratamento de primeira linha é frequentemente a infiltração intralesional com corticoide, que é injetado diretamente na cicatriz para reduzir a inflamação e a produção excessiva de colagénio.
Este tratamento é habitualmente realizado uma vez por mês, durante 3 a 6 meses, dependendo da evolução da cicatriz.
Se necessita de cuidados com a sua cicatriz, procure a nossa ajuda.
Diástase dos retos
abdominais pós-parto
Diástase dos retos abdominais no pós-parto
A diástase dos músculos retos abdominais corresponde à separação dos músculos abdominais na linha média, uma alteração muito frequente durante a gravidez e no período após o parto.
A avaliação da diástase deve ser realizada habitualmente entre 6 e 8 semanas após o parto, idealmente com recurso à ecografia, que permite medir com maior precisão a distância entre os músculos retos abdominais.
Este intervalo é importante porque a separação dos músculos abdominais é muito frequente imediatamente após o parto, mas tende a regredir espontaneamente nas primeiras semanas. A avaliação nesta fase permite perceber se a recuperação está a ocorrer de forma adequada ou se poderá ser necessário algum tipo de intervenção.
Porque se deve avaliar a diástase dos retos abdominais?
A avaliação é importante para identificar diástase persistente, que pode estar associada a:
Outro motivo importante para a avaliação é porque, de forma geral, recomenda-se evitar abdominais clássicos (como o crunch) nas primeiras semanas pós-parto, pois podem aumentar a pressão intra-abdominal e agravar a separação dos músculos abdominais. Assim esta avaliação, permite também orientar o regresso seguro à atividade física após o parto.
Como pode ser feita a avaliação?
Na consulta de Fisiatria é possível realizar avaliação ecográfica da parede abdominal, que permite medir a distância entre os músculos retos abdominais (link para avaliação ecográfica).
Para além da medição da diástase, a ecografia permite também avaliar outros aspetos funcionais importantes, como a ativação do músculo transverso do abdómen, que tem um papel fundamental na estabilidade do core.
Qual a orientação após a avaliação?
Após a avaliação, são dadas orientações individualizadas relativamente à prática de exercício físico e às atividades do dia a dia.
Sempre que necessário, pode ser recomendado um programa de reabilitação, frequentemente integrado na reabilitação do pavimento pélvico, com o objetivo de melhorar a função da parede abdominal e promover uma recuperação segura após o parto.
Tratamento conservador para incontinência de esforço (ao rir/tossir), de urgência ou mista, abordando as suas causas comuns.
Incontinência urinária
de urgência
A incontinência urinária de urgência caracteriza-se pela perda involuntária de urina associada a uma vontade súbita, intensa e difícil de adiar de urinar. Muitas vezes, está também presente um aumento da frequência urinária, tanto durante o dia como à noite.
Na maioria dos casos, não existe uma causa identificável, embora possa estar associada a alterações neurológicas ou a uma hiperatividade do músculo da bexiga (detrusor).
Como é feito o tratamento?
O tratamento segue uma abordagem progressiva, começando sempre pelas opções mais simples e seguras.
Existem medidas que são a base do tratamento e incluem:
Estas medidas são altamente eficazes, seguras e sem efeitos secundários, sendo recomendadas como primeira escolha pelas principais sociedades médicas internacionais.
Existe também tratamento farmacológico para esta condição e pode ser recomendada a eletroestimulação transcutânea do nervo tibial.
Porque devo ser avaliado por Fisiatria?
A consulta de Fisiatria permite uma avaliação global e individualizada do funcionamento do pavimento pélvico, essencial para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz.
Durante a consulta:
Sempre que necessário, podemos ainda:
Cada plano de tratamento é adaptado de forma individual, tendo em conta os sintomas, as preferências e as características clínicas de cada pessoa.
Incontinência urinária
de esforço
O que é?
A incontinência urinária de esforço ocorre quando há um aumento da pressão abdominal — por exemplo, ao tossir, espirrar, rir ou levantar pesos — e o pavimento pélvico não consegue resistir adequadamente a essa pressão, levando à perda involuntária de urina.
É uma condição muito frequente, afetando cerca de metade das mulheres ao longo da vida, especialmente a partir dos 40 anos. Apesar disso, continua muitas vezes a ser desvalorizada ou encarada como “normal”, o que leva muitas mulheres a não procurar ajuda.
Porque acontece?
A continência urinária depende do bom funcionamento dos músculos do pavimento pélvico e das estruturas de suporte da uretra. Quando estas estruturas estão enfraquecidas ou não funcionam corretamente, pode ocorrer perda de urina.
Fatores de risco
Porque é importante a avaliação por Fisiatria?
A avaliação por Fisiatria é essencial para identificar os fatores que contribuem para a incontinência urinária e permitir uma abordagem direcionada e eficaz.
É fundamental avaliar o sistema abdomino-pélvico-diafragmático, uma vez que alterações na gestão da pressão abdominal podem contribuir para os sintomas. Situações como alterações posturais, diástase dos retos abdominais (que pode ser avaliada em consulta, inclusive com recurso a ecografia) ou disfunção do diafragma devem ser identificadas e corrigidas.
Outro parâmetro que pode ser avaliado por ecografia é a capacidade de esvaziamento vesical, ou seja, perceber se a paciente consegue esvaziar a bexiga de forma completa durante a micção.
Para além disso, é realizada a avaliação da força e da funcionalidade dos músculos do pavimento pélvico, permitindo perceber não só se existe fraqueza, mas também se a contração é realizada de forma correta.
Muitas vezes, mesmo quando existe força muscular, há dificuldade em ativar corretamente estes músculos. Por isso, é fundamental ensinar a contração adequada, garantindo que os exercícios realizados em casa sejam eficazes.
Qual o tratamento?
O tratamento é progressivo e individualizado, começando sempre por medidas conservadoras.
A base do tratamento é o fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico, que apresenta elevada eficácia. Quando realizados de forma correta e consistente, podem levar a melhoria ou mesmo resolução dos sintomas em grande parte das mulheres.
Durante a consulta, podem também ser dadas orientações sobre hábitos alimentares, nomeadamente para evitar alimentos irritativos da bexiga, e, quando necessário, aconselhamento para perda de peso, que pode ter um impacto significativo nos sintomas.
Idealmente, os exercícios devem ser realizados de forma regular e conforme orientação de um profissional de saúde. Em caso de necessidade, pode ser indicada reabilitação do pavimento pélvico com fisioterapia.
Intervenção em situações como dispareunia (dor durante o ato sexual), vaginismo, dor pélvica crónica e hipertonia muscular.
Vulvodínia
A vulvodínia é definida como dor na região vulvar, sem causa identificável, com duração superior a três meses. Pode ser localizada ou generalizada, surgir de forma espontânea ou desencadeada pelo toque (por exemplo, durante a relação sexual, uso de tampões ou exame ginecológico) e está frequentemente associada a dispareunia e impacto significativo na qualidade de vida.
O diagnóstico é clínico e feito após exclusão de outras causas de dor vulvar, como infeções, doenças dermatológicas, alterações neurológicas ou patologia neoplásica.
Porque surge?
Porque é importante a avaliação por Fisiatria?
A avaliação por Fisiatria é fundamental para uma abordagem adequada, permitindo:
Tratamento
O tratamento deve ser individualizado, progressivo e multidisciplinar , com o objetivo de reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida.
Numa fase inicial, medidas simples podem trazer alívio significativo, como a adoção de cuidados adequados, com evicção de produtos irritantes e uso de roupa interior de algodão. Durante a atividade sexual, a utilização de lubrificantes adequados pode ajudar a reduzir o desconforto.
Em termos terapêuticos, podem ser prescritos tratamentos tópicos , bem como medicação oral , com o objetivo de modular a dor.
Em consulta, avalia-se a necessidade de realizar reabilitação do pavimento pélvico e são ensinadas estratégias de dessensibilização, como o uso de dilatadores vaginais.
Nos casos mais persistentes, podem ser consideradas outras opções, como infiltrações locais com anestésicos (link para infiltração corticoanestesicas) ou com toxina botulínica (link toxina bot).
Coccigodínia
(dor no cóccix)
A coccigodínia é uma condição caracterizada por dor localizada na região do cóccix (parte final da coluna), sendo uma causa relativamente frequente de dor na região lombar baixa. Afeta sobretudo mulheres, particularmente na meia-idade, e pode ter impacto significativo nas atividades do dia a dia.
O que é?
A coccigodínia manifesta-se por dor na região inferior da coluna, tipicamente:
Porque acontece?
A causa mais frequente é traumática, como:
No entanto, pode também estar associada a:
Em alguns casos, não é possível identificar uma causa clara.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é maioritariamente clínico, baseado na história e no exame físico.
Durante a avaliação:
Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares de imagem.
Qual o tratamento?
A abordagem é escalonada, começando com tratamento conservador:
1. Primeira linha — Tratamento conservador:
2. Quando o tratamento é refratário:
3. Cirurgia:
Reservada para casos refratários com dor persistente localizada.
A coccigodínia é uma condição que pode ser limitante, mas com o tratamento adequado, a maioria dos casos apresenta boa evolução. Uma avaliação precoce permite orientar o tratamento e evitar a cronificação da dor.
A dispareunia é o termo médico utilizado para descrever a dor que ocorre antes, durante ou após a relação sexual. Embora afete maioritariamente as mulheres, também pode ocorrer nos homens.
Esta dor não deve ser ignorada nem considerada “normal” — é um sinal de alerta de que algo no corpo, ou no contexto emocional, necessita de avaliação.
Tipos de dispareunia
A dispareunia pode ser dividida em dois tipos principais, de acordo com a localização e o momento em que a dor é sentida:
Dispareunia superficial
A dor superficial manifesta-se à entrada da vagina ou na vulva, surgindo geralmente no início da penetração ou até mesmo ao simples toque (por exemplo, ao colocar um tampão).
É frequentemente descrita como ardor, sensação de “rasgar” ou desconforto imediato.
As causas mais comuns incluem:
Dispareunia profunda
A dispareunia profunda ocorre no interior da pelve ou na parte superior da vagina, estando geralmente associada à penetração mais profunda.
Pode ser descrita como uma sensação de “embate”, pressão ou dor interna, que por vezes persiste após a relação sexual.
As causas mais frequentes incluem:
Impacto emocional e psicológico
Para além da componente física, a dispareunia pode ter um impacto significativo na saúde emocional e na relação de casal.
A ansiedade, o stress, experiências negativas prévias ou o medo da dor podem contribuir para um ciclo vicioso: a antecipação da dor leva a aumento da tensão muscular e diminuição da excitação, o que, por sua vez, agrava a dor.
Quando procurar ajuda
Falar sobre este tema é essencial para reduzir o estigma e permitir um diagnóstico correto.
Tratamento
O tratamento deve ser sempre individualizado e dirigido à causa da dor.
Pode incluir:
Com uma avaliação adequada e uma abordagem multidisciplinar, é possível tratar a dispareunia e recuperar o conforto, a confiança e a qualidade da vida íntima.
Dor no ato sexual após
tratamento oncológico
Os tratamentos utilizados no cancro ginecológico, da mama ou pélvico — como cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou hormonoterapia — podem provocar alterações significativas nos tecidos vulvovaginais, afetando a sua estrutura, elasticidade e funcionalidade.
Estas alterações podem levar ao aparecimento de secura vaginal, fragilidade da mucosa, fibrose dos tecidos e dor durante a penetração.
Uma das condições mais frequentes nestas mulheres é a atrofia vulvovaginal, que pode surgir como consequência da alteração hormonal induzida pelos tratamentos oncológicos. Esta redução dos estrogénios leva ao adelgaçamento da mucosa vaginal, diminuição da lubrificação e perda de elasticidade, contribuindo para o aparecimento de dor durante a relação sexual.
Porque devo ter uma avaliação médica?
Durante a consulta é realizada uma avaliação dos possíveis fatores que contribuem para a dor durante a atividade sexual, como:
Esta avaliação é fundamental para orientar o tratamento de forma adequada e personalizada.
Como é feito o tratamento?
O tratamento da dor na relação sexual na mulher com história de doença oncológica deve ser individualizado e multidisciplinar, tendo em conta o tipo de cancro, os tratamentos realizados e eventuais contraindicações.
O primeiro passo passa por explicar à paciente as alterações que podem ocorrer nos tecidos vulvovaginais após os tratamentos oncológicos, ajudando a compreender a origem dos sintomas.
A hidratação da mucosa vaginal é essencial, sendo fornecidas orientações específicas durante a consulta.
Após avaliação da funcionalidade dos músculos do pavimento pélvico, a doente pode ser orientada para:
A endometriose é uma doença inflamatória crónica, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero. Afeta cerca de 6 a 10% das mulheres em idade fértil e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida.
A dor representa o sintoma cardinal da endometriose.
Porque é que a dor pode persistir?
O tratamento da endometriose baseia-se habitualmente em:
No entanto, uma parte significativa das mulheres continua com dor mesmo após tratamento. Estima-se que cerca de 20 a 28% das doentes não apresentem melhoria após cirurgia.
Nestes casos, é fundamental perceber que a dor nem sempre tem apenas origem nas lesões de endometriose.
O papel do síndrome miofascial
Em muitas mulheres com endometriose persistente, existe também uma síndrome miofascial, ou seja, dor proveniente dos músculos e das fáscias, particularmente na região pélvica.
Estudos mostram que até 96% das pacientes que não melhoram com o tratamento convencional apresentam este tipo de componente muscular.
O síndrome miofascial caracteriza-se por:
Este componente muscular pode manter ou amplificar a dor, mesmo quando a endometriose está controlada.
Como é feito o tratamento?
O tratamento deve ser multidisciplinar e individualizado, tendo em conta todos os mecanismos envolvidos na dor.
Quando existe síndrome miofascial (dor de origem muscular), podem ser utilizadas abordagens específicas como reabilitação do pavimento pélvico com fisioterapia ou técnicas mais avançadas de libertação de pontos gatilho/ redução de hipertonicidade, realizadas por médico, tais como: punção seca, injeção com anestésico local (link corticoanestesico) ou aplicação de toxina botulínica (link toxina botulinica).
O que é importante reter?
Neuropatia do nervo
Pudendo
A nevralgia do pudendo (ou neuropatia do nervo pudendo) é uma síndrome de dor crónica, severa e frequentemente incapacitante. Caracteriza-se por dor neuropática resultante da inflamação, compressão ou aprisionamento do nervo pudendo. Embora represente uma pequena percentagem (cerca de 4%) das dores pélvicas crónicas, o seu impacto na qualidade de vida é significativo.
Etiologia e Fatores Contribuintes
O principal mecanismo subjacente é o aprisionamento do nervo em pontos específicos do seu trajeto, como:
Este aprisionamento pode ser desencadeado por:
Quadro Clínico Característico
O sintoma dominante é uma dor neuropática na área pélvica, perineal (entre o ânus e os genitais) ou genital, com características típicas:
Critérios de Diagnóstico:
Durante o exame físico, pode ser pesquisado o sinal de Tinel (reprodução de dor em choque ou ardor ao palpar o canal de Alcock). Exames de imagem, como a ressonância magnética, são úteis para descartar outras patologias com sintomatologia sobreposta e auxiliar no diagnóstico diferencial.
Abordagem Terapêutica:
Um diagnóstico preciso e uma intervenção terapêutica estruturada são fundamentais para combater a dor e restaurar a qualidade de vida dos doentes com nevralgia do pudendo.
Acompanhamento das alterações hormonais, prevenção do enfraquecimento muscular e gestão dos sintomas urinários/intestinais associados a esta fase da vida.
A dor durante a relação sexual é um problema frequente e muitas vezes subdiagnosticado, especialmente em mulheres após a menopausa.
Nesta fase da vida, a dor durante a penetração está frequentemente relacionada com alterações hormonais associadas ao envelhecimento, bem como com mudanças na estrutura dos tecidos vulvovaginais. A diminuição dos níveis de estrogénios leva a uma redução da lubrificação, perda de elasticidade e maior fragilidade da mucosa.
Estas alterações podem provocar secura vaginal, pequenas fissuras e aumento da sensibilidade à dor, contribuindo para desconforto ou dor durante a relação sexual.
Como é feito o tratamento?
O tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar, atuando sobre as diferentes causas da dor.
O primeiro passo passa por uma avaliação em consulta, onde são explicadas as alterações naturais associadas ao envelhecimento e orientados cuidados simples para proteger a mucosa vulvar.
O tratamento hormonal local é uma das principais opções terapêuticas, permitindo melhorar a hidratação, elasticidade e vascularização da mucosa, contribuindo para a redução da dor.
É também importante avaliar a presença de doenças da pele da vulva, que podem estar na origem dos sintomas e necessitam de diagnóstico e tratamento específicos.
Os músculos do pavimento pélvico desempenham igualmente um papel relevante. Algumas mulheres desenvolvem aumento da tensão muscular (hipertonia) como resposta à dor, o que pode dificultar a penetração. Esta alteração deve ser identificada em consulta e tratada de forma adequada.
Fisioterapia para homens com queixas pós-prostatectomia, incontinência masculina, dor pélvica ou disfunção sexual.
Síndrome de Dor Pélvica
Crónica Masculina
A síndrome de dor pélvica crónica masculina é uma condição caracterizada por dor na região pélvica com duração superior a três meses, sem evidência de infeção, cancro, obstrução urinária ou outras causas identificáveis.
É uma condição relativamente frequente, afetando cerca de 10 a 14% dos homens, sendo mais comum em adultos jovens, com início habitual por volta dos 40 anos.
Como se manifesta?
Os sintomas podem variar, mas incluem frequentemente:
Podem também estar presentes sintomas urinários, como:
Esta condição está frequentemente associada a outras síndromes de dor crónica, como síndrome do intestino irritável ou fibromialgia.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico e de exclusão, ou seja, é feito após excluir outras causas para os sintomas.
Qual o tratamento?
O tratamento deve ser individualizado e multimodal, combinando diferentes abordagens.
Pode incluir tratamento farmacológico, prescrito pelo médico após avaliação clínica, bem como abordagens não farmacológicas, como a reabilitação do pavimento pélvico, especialmente quando existe tensão ou dor muscular associada.
Para definir a melhor estratégia terapêutica, é fundamental uma avaliação médica adequada, que permita identificar os fatores envolvidos e orientar o tratamento de forma direcionada e eficaz.
Incontinência Urinária
Masculina
A prevalência da incontinência urinária masculina aumenta de forma significativa após cirurgias prostáticas, especialmente após prostatectomia. Pode ter um impacto importante na qualidade de vida, mas é importante saber que tem tratamento.
Quais são os tipos mais frequentes?
Existem ainda outras causas de incontinência urinária masculina, como a bexiga neurogénica, associada a doenças neurológicas (por exemplo, doença de Parkinson, AVC ou lesão vertebromedular).
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se numa avaliação clínica completa, que pode incluir:
Porque devo ser avaliado por Fisiatria?
A consulta de Fisiatria permite uma avaliação global e individualizada do funcionamento do pavimento pélvico, sendo fundamental para um diagnóstico correto e para a definição do tratamento mais adequado.
Durante a consulta:
Nos casos em que existe fraqueza muscular mais marcada ou dificuldade em contrair corretamente estes músculos (alteração da proprioceção), pode ser indicada reabilitação do pavimento pélvico com fisioterapia.
Dor lombar, cervicalgias, tendinites, lesões desportivas, pós-operatório ortopédico, técnicas infiltrativas (como PRPG ou corticoides). Foco em reabilitação funcional e alívio da dor.
Dor no ombro
A dor no ombro é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns, afetando uma parte significativa da população adulta. Pode surgir de forma gradual ou após esforço, e ter um impacto importante nas atividades do dia a dia, como vestir, elevar o membro superior ou dormir sobre o ombro afetado.
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito com base na história clínica e no exame físico, sendo os exames de imagem reservados para situações específicas.
Quais são as causas mais frequentes?
Existem várias causas de dor no ombro, sendo as mais comuns:
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico realizado pelo médico.
Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares, como ecografia ou ressonância magnética.
Qual o tratamento?
O tratamento deve ser individualizado, dependendo da causa da dor.
Pode incluir:
Se tem dor no ombro, marque a sua consulta médica.
A fasceíte plantar é a causa mais frequente de dor no calcanhar, afetando cerca de 10% da população ao longo da vida.
Caracteriza-se por dor na região inferior do calcanhar, habitualmente mais intensa nos primeiros passos após o repouso (por exemplo, ao levantar de manhã), podendo melhorar com o movimento, mas voltar a agravar após períodos prolongados em pé ou a caminhar.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico realizado pelo seu médico.
No entanto, em situações específicas, podem ser realizados exames como radiografia, ecografia ou ressonância magnética, sobretudo para excluir outras causas de dor no calcanhar.
Qual o tratamento?
O tratamento deve ser progressivo e individualizado, sendo que a maioria dos casos melhora com medidas conservadoras.
Numa fase inicial, recomenda-se:
O uso de palmilhas pode também ajudar a aliviar os sintomas. A fisioterapia permite melhorar a dor, a flexibilidade e a função do pé.
Nos casos mais persistentes ou refratários, podem ser consideradas outras opções, como infiltrações ou terapia por ondas de choque.
A escolha do tratamento mais adequado deve ser sempre feita após avaliação médica.
Epicondilite lateral
O que é?
A epicondilite lateral, mais conhecida como “cotovelo de tenista”, é uma condição caracterizada por dor na parte externa do cotovelo. Surge habitualmente de forma gradual, sem um trauma evidente, e resulta de uma sobrecarga repetida dos tendões responsáveis pela extensão do punho.
Afeta cerca de 1 a 3% dos adultos, sendo mais frequente entre os 40 e os 50 anos. Apesar do nome, não ocorre apenas em praticantes de ténis — é comum em atividades profissionais ou do dia a dia que envolvem movimentos repetitivos do punho e do braço.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico.
Na consulta de Fisiatria pode também ser realizada ecografia para complemento do diagnóstico (link para ecografia).
Qual o tratamento?
O tratamento é maioritariamente conservador e apresenta bons resultados na maioria dos casos.
O tratamento reabilitador com fisioterapia tem um papel fundamental, ajudando a aliviar a dor, melhorar a função e prevenir recidivas.
Em situações mais persistentes ou refratárias, podem ser consideradas outras opções, como infiltrações locais (→ link infiltração corticoanestésica).
Quando devo procurar ajuda?
Uma avaliação precoce permite iniciar o tratamento adequado, acelerar a recuperação e evitar a cronicidade da dor.
Epitrocleíte
O que é?
A epitrocleíte, também conhecida como “cotovelo de golfista”, é uma condição caracterizada por dor na parte interna do cotovelo. Tal como na epicondilite lateral, surge habitualmente de forma gradual, sem um trauma evidente, e resulta de uma sobrecarga repetida dos tendões responsáveis pela flexão do punho.
Apesar do nome, não ocorre apenas em praticantes de golfe — é frequente em atividades profissionais ou do dia a dia que envolvem movimentos repetitivos da mão e do punho, como carregar pesos, usar ferramentas ou trabalhar ao computador.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico.
Na consulta de Fisiatria pode também ser realizada ecografia para complementar o diagnóstico (→ link para ecografia).
Qual o tratamento?
O tratamento é maioritariamente conservador e apresenta bons resultados na maioria dos casos.
O tratamento de reabilitação com fisioterapia tem um papel importante, ajudando a aliviar a dor, melhorar a função e prevenir recidivas.
Em situações mais persistentes ou refratárias, podem ser consideradas outras opções, como infiltrações locais (→ link infiltração corticoanestésica).
Quando devo procurar ajuda?
Uma avaliação precoce permite iniciar o tratamento adequado, acelerar a recuperação e evitar a cronicidade da dor.
Tenossinovite de
De Quervain
O que é?
A tenossinovite de De Quervain é uma condição caracterizada por dor na face lateral (radial) do punho, junto à base do polegar. A dor agrava-se com os movimentos do polegar, especialmente ao agarrar objetos, rodar o punho ou realizar movimentos repetitivos.
É mais frequente em mulheres, sobretudo entre os 40 e os 60 anos, mas pode surgir em qualquer idade. É comum em situações de uso repetitivo da mão, como cuidar de bebés (“polegar de mãe”), utilização intensiva de telemóveis ou atividades manuais repetitivas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico.
A ecografia realizada em consulta pode ser útil para confirmar o diagnóstico (→ link para ecografia).
Qual o tratamento?
O tratamento é progressivo e maioritariamente conservador, com bons resultados na maioria dos casos.
Quando os sintomas persistem, pode ser considerada a realização de infiltração com corticosteroide (link para infiltração corticoanestésica), que apresenta elevada taxa de sucesso.
Dor no joelho
A dor no joelho é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns, representando cerca de 5% das consultas médicas em adultos. Pode afetar pessoas de todas as idades e ter diferentes causas, desde situações benignas até alterações mais estruturais da articulação.
O diagnóstico deve ser realizado após avaliação médica e, na maioria dos casos, o tratamento inicia-se com medidas conservadoras.
Quais são as causas mais frequentes?
Existem várias causas, sendo as mais frequentes:
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico deve ser realizado após avaliação médica, sendo baseado na história clínica e no exame físico.
Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares, como ecografia ou ressonância magnética.
Qual o tratamento?
O tratamento deve ser individualizado, dependendo da causa da dor.
Pode incluir:
Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a cirurgia.
Se tem dor no joelho, marque a sua consulta médica.
Segunda a Sexta
9:30h às 19:00h
Sábados
9:30h às 12:30h
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Dra. Luísa Viana Pinto 2026 © Todos os direitos reservados
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